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O perfil do mediador

  • Foto do escritor: Margarete Pereira
    Margarete Pereira
  • 31 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

Foi após escrever sobre a importância da capacitação do mediador que começaram a me questionar sobre o perfil do mediador, e o que isso ajudaria na mediação. Pois bem! O perfil do mediador tem vários pontos a serem considerados. O primeiro ponto se refere à ética, como em qualquer outra profissão. E falando nisso hoje a mediação já é classificada como uma profissão, no CBO como Mediador extrajudicial = Mediador de conflitos. Por isso os próximos pontos serão tratados de forma a abordar o perfil do mediador.


No Brasil, o sistema judiciário vem cada vez mais se inflando de processos. As previsões de 2020 eram para 114,5 milhões de processos tramitando na justiça Brasileira, este diagnóstico é assustador. Sabendo disso e com a notória insatisfação do seu jurisdicionado, o judiciário vem buscando formas de desafogar o seu sistema, com soluções eficazes que solucionem o processo fazendo-o findar sem voltar, ou seja que todos saiam satisfeitos. Desta maneira temos hoje a mediação como uma forma de solucionar o conflito finalizando com satisfação de todos os envolvidos.


E é justamente por esse motivo que o perfil do mediador se faz tão importante. A pergunta é: qualquer um pode ser mediador? Sim, e não. O mediador é um profissional, uma pessoa que deve ter um conhecimento prévio das técnicas de comunicação, assim como os métodos necessários para o desenvolvimento do procedimento da mediação, para poder alcançar o resultado positivo da mediação que é o restabelecimento da comunicação e da boa convivência.


É importante que o mediador seja imparcial, pois desta forma ele assegura o diálogo e a confiança dos envolvidos no conflito, trazendo equilíbrio na comunicação. A profissão do mediador é tão importante que podemos ver o comportamento do mediando se moldando na mediação. O mediador deve utilizar de suas habilidades para estimular os mediandos a participarem ativamente da mediação de forma pacífica e harmônica.


O mediador deve ser dotado de capacidade intelectual e emocional para poder interagir em diversos tipos de conflitos, essa capacidade deve ser medida de forma real no treinamento e no curso de mediação, assim como no seu desenvolvimento. O equilíbrio emocional do mediador é muito importante, pois é através dele que o mediador deve encontrar o seu ponto de atuação, ou melhor que tipo de mediação você se encaixa melhor.


O mediador não deve em hipótese alguma tratar a mediação como uma conversinha ou como um bate papo. A mediação é séria e tem que ser tratada pelo mediador como ela é, ela é informal, mas requer um procedimento, ajudamos pessoas a resolverem os seus conflitos de forma a reconstruir suas vidas, transformamos pessoas o tempo todo, ajudamos a reconstruir laços que estavam rompidos por falta de comunicação, a mediação, volto a dizer não é uma conversinha, é sim um trabalho de várias habilidades e controle emocional. O mediador tem que saber onde deve atuar, respeitando os seus limites e principalmente respeitando a mediação, e consequentemente os mediandos, o mediador não decide nada, não julga as diversidades de religião, de economia, política, de raça, de sexo, pois os mediandos estão ali para buscarem resultados positivos para os seus conflitos. É importante lembrar que quem decide a vida dos mediandos são eles mesmos.


Para responder a pergunta, qualquer um pode ser mediador, só basta saber onde você se sente mais confortável para atuar, onde você se encaixa melhor.


Gostaria de saber mais a respeito da capacitação mediador?

Confira meu texto anterior aqui.


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