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Qual a importância da capacitação do mediador?

  • Foto do escritor: Margarete Pereira
    Margarete Pereira
  • 17 de mar. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 31 de mar. de 2021

Essa pergunta vem sendo realizada há algum tempo... Porque se preocupar, escutamos diariamente que todos somos mediadores. Então, convido você a refletir um pouco, o que é mediação de conflitos.

A palavra mediação tem origem do latim “mediatio” que entre vários significados simboliza a aproximação das pessoas em conflito, que por intermédio de um terceiro busca de maneira pacífica, a solução para o conflito.


Podemos dizer que a Mediação é um método extrajudicial de resolução de conflitos, em que um terceiro, o mediador, escolhido pelas pessoas envolvidas na disputa, atua como facilitador de uma comunicação fragmentada. A mediação vem para diluir as divergências, não para dizer para os envolvidos o que devem ou não fazer, nem para renunciar às suas percepções. A mediação cria oportunidades para que os participantes possam trabalhar de forma equilibrada em busca da satisfação mútua. Por este motivo a formação do Mediador se faz necessária.

No Brasil, hoje se fala muito em mediação de conflitos, mas não se fala como esse mediador deve atuar e quais suas qualificações. Hoje os doutrinadores já falam na formação e qualificação do mediador. Em minhas leituras percebi uma pergunta que divido com vocês:


A pessoa nasce como mediadora ou ela pode se tornar uma?


A pergunta merece uma resposta. Se podemos formar mediadores, que tipo de formação podemos oferecer? A que temos é suficiente? Mas, podemos refletir também que as características de uma pessoa podem ser o suficiente para que ela atue como mediador?


Pois bem, vamos diferenciar o mediador nato do mediador de conflitos no qual tem necessariamente estar incumbido dos princípios da mediação, chama-se de mediador nato aquele que media conflitos do seu cotidiano na família no ciclo de amigos. Percebe-se cada vez mais que o mediador tem que ter uma capacitação técnica que lhe permita mediar com imparcialidade, neutralidade, ética, eficiência e perícia. O mediador é o facilitador da comunicação, que não se impõe, não propõe ou sugere, não julga. Ele possibilita um ambiente tranquilo de diálogo participativo, efetivo e pacífico, entre os participantes, buscando uma solução satisfatória para todos os envolvidos no conflito. A mediação, através do mediador de conflitos, possibilita a utilização de técnicas próprias, para identificar a real questão que impede os participantes de resolverem os seus conflitos. A formação do mediador está conectada a sua personalidade, e sua capacidade de compreender o conflito, pois cada conflito possui sua complexidade e profundidade. Cada pessoa sente o seu conflito com o tamanho de seus sentimentos, o mediador tem que ter sensibilidade para acolher esse sentimento mesmo que para ele seja mero desprazer. O mediador tem que ser um bom ouvinte, pois é através do resumo que o mediando sente-se acolhido e respeitado.


Para finalizar volto ao ponto inicial, é importante a qualificação do mediador, pois é ele que trabalha para o sucesso da mediação, entenda-se sucesso mesmo quando os mediandos não cheguem a um entendimento. A mediação exige do mediador técnica, habilidade e conexão, mas ser mediador, vai além disso, ele tem que ter sensibilidade, empatia, aptidão e respeito pelo outro. Ser mediador é ser paciente, inteligente, criativo, confiável, humilde, objetivo, ter habilidade na comunicação e ser imparcial. O mediador vive experiências maravilhosas, cada mediação é única, aprimora-se e desenvolve técnicas com mais eficiência. Quando o mediador conhece a si mesmo facilita o trabalho na mediação, seja leve, não se cobre se o resultado não for o esperado. Saiba que a mediação sempre será positiva, mesmo que o resultado não seja o esperado.




 
 
 

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